O império da força

“Vai ver, a inteligência é que é coisa rara”, Nunes.

Rubem Alves escreveu que do cachimbo de Sherlock Holmes se lembrava, mas da arma, não. Os heróis da investigação usavam o cérebro, e não a força. O texto, do livro Concerto para Corpo e Alma, é uma ode à inteligência.

Costumo dizer que, se a força fosse mais importante que a inteligência, o mundo seria dominado pelos leões. Mas nem sempre (ultimamente quase nunca?) a inteligência vence a força.

Ulisses arquitetou o Cavalo de Troia, que transpassou a muralha, até então intransponível, sem qualquer resistência troiana… Mas pode ser que Zico, Sócrates e Falcão na mesma seleção não vençam a Copa do Mundo, pode ser que a sutileza de Federer não resista à potência do braço de Nadal, pode ser que a astúcia de Ali seja nocauteada pelas pancadas de Holmes, pode ser que a precisão de Tiger Woods seja surpreendida por um desconhecido sul-coreano.

Talvez a inteligência necessite de alguma sorte, alguma potência para vingar. No entanto, a força, sem a inteligência, é muito perigosa. Força das armas, do dinheiro, das massas. Toda imposição mentecapta causa grandes estragos. De tempos em tempos, parece que impera a força ou quem sabe essa seja a regra. Vai ver, a inteligência é que é coisa rara.

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El-Buainin Nunes, professor peladeiro, mas não o contrário. Adora fazer e criar filhos.

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