Desejar não é querer!

“Será que eu realmente quero aquilo que desejo?”, Schultz.

Começo indo direto ao ponto: o desejo é fruto do inconsciente, um impulso dotado de sentimento por algo ou alguém.

Você sente desejo por alguma coisa porque irracionalmente é atraído por ela. Ora, talvez por isso não seja incomum que muitas vezes ignoremos possíveis malefícios ou consequências desagradáveis sobre nossos atos. É puro impulso, instinto.

Veja um exemplo: desejar uma mulher simplesmente por ela ser bonita… Aff, sem nem mesmo conhecê-la ou saber sua origem? Será que isso tem lógica? (rs).

O desejo também se dá por meio de experiências passadas. Mesmo esquecidas elas habitam nosso interior servindo como uma espécie de  banco de dados para o sentir.

Bom, e o querer? Ele parte da consciência – pelo menos devia. Baseia-se em medir as consequências e analisar racionalmente a viabilidade do que se deseja. Basicamente, você escolhe querer aquilo que supõe ser necessário, interessante ou importante. Pensando dessa forma chega-se à conclusão de que todo desejo pode ou não virar algo cobiçável, tudo depende de como você avalia as consequências.

Desejar e querer estão interligados, no entanto são diferentes, de modo que você pode querer aquilo que não deseja ou desejar aquilo que não quer. De qualquer forma, basta uma interferência do sentimento no raciocínio, e boom!!! Corrompido estás…

Somente é possível saber o que se quer se o sentimento não for um fator tão determinante no julgamento. Precisamos aprender a fazer uma pergunta: será que eu realmente quero aquilo que desejo?


  • Texto desenvolvido como atividade de filosofia da escola E.E.E.F.M. Adolfina Zamprogno.

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Micael Schultz, estudante de nível médio e aspirante a filósofo. Galanteador de estrelas (cadentes?).

2 comentários sobre “Desejar não é querer!

  1. Abdo disse:

    Parabéns pelo texto, Micael! Objetivo e claro. Apenas a título de sugestão, talvez fosse interessante às suas digressões, além da perspectiva “psicanalítica” do desejo, acrescentar também sua compreensão filosófica: o desejo enquanto categoria filosófica, enquanto “abertura”.

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